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A revisão mais cara do planeta: AMG One roda 185 km e já despeja conta de R$ 221 mil, mais cara que muito carro zero - Brasil Acelera
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A revisão mais cara do planeta: AMG One roda 185 km e já despeja conta de R$ 221 mil, mais cara que muito carro zero

Por Redação

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Leitor Neural Ativado

Um Mercedes-AMG One com apenas 185 km rodados passou pela primeira revisão e recebeu uma conta de US$ 44.100 (R$ 221.900). O serviço consumiu 80 horas de mão de obra, a US$ 463 por hora, e incluiu peças como filtro de ar por US$ 2.190 e filtro de óleo da transmissão por US$ 2.195. O hiperesportivo de 1.064 cv, derivado da F1, está à venda em leilão por mais de US$ 3 milhões.

Uma simples visita à oficina virou o melhor retrato do abismo entre o mundo real e o clube do 1% quando o assunto é hipercarro. O Mercedes-AMG One custa mais de um milhão de dólares para comprar, e só a pintura pode chegar a US$ 32.000 (R$ 161.000). Agora, um exemplar de 2024 prestes a ir a leilão pela RM Sotheby’s apareceu com um detalhe que chama mais atenção do que o carro em si: a primeira revisão.

Antes da data de encerramento do leilão selado, o AMG One passou pelo primeiro serviço programado e a conta foi de US$ 44.100 (R$ 221.900). Quem olha esse valor imagina um carro usado sem piedade, mas o hodômetro marcava apenas 115 milhas, algo em torno de 185 km. O trabalho foi o rotineiro “Service A”, aquele checklist básico que, em qualquer carro normal, passa despercebido e custa uma fração disso.

Nossa reportagem apurou que o custo por milha rodada chega a US$ 383 (R$ 1.900) para o proprietário simplesmente usar o carro. Na fatura anexada aos documentos do leilão, o que pesa não são peças exóticas em quantidade, e sim a mão de obra em escala absurda. O serviço consumiu 80 horas, com taxa de US$ 463 (R$ 2.300) por hora, somando pouco mais de US$ 37.000 (R$ 186.200) só em trabalho. Nas peças, o filtro de ar aparece por quase US$ 2.190 (R$ 11.000) e o filtro de óleo da transmissão por US$ 2.195 (R$ 11.000). Até o bujão de dreno do óleo, apontado como substituição necessária com 115 milhas, custa US$ 176 (R$ 890), enquanto o óleo sai por US$ 650 (R$ 3.300).

Parte da explicação está no pacote técnico: o V6 1.6 turbo veio diretamente do programa de Fórmula 1 da Mercedes, ajudado por quatro motores elétricos. O conjunto entrega 1.064 cv combinados e promete números de desempenho surreais, como 0 a 60 mph em 2,9 segundos e 124 mph em 7,0 segundos. A velocidade máxima informada é de 219 mph, e a pergunta que fica é se essa engenharia “de pista” justifica a rotina de inspeções e horas de oficina.

Para quem quiser este exemplar, sendo um dos 275 Mercedes-AMG One produzidos, o texto sugere lances acima de US$ 3.000.000 (R$ 15,1 milhões). O anúncio diz ainda que a Mercedes-AMG estendeu a garantia do carro até fevereiro de 2028 por conta do Service A ter sido feito tão cedo. O AMG One está na Holanda e o leilão é selado, com informações privadas, e a disputa termina em 21 de maio.

Contexto de mercado e concorrência

O AMG One compete no seleto grupo dos hipercarros com pedigree de F1, como o Aston Martin Valkyrie e o Ferrari LaFerrari. Mas nenhum deles exige uma revisão tão cara tão cedo. Enquanto um Porsche 911 GT3 RS tem revisão média de R$ 10 mil, o One custa 22 vezes mais só no primeiro check-up. Para o consumidor brasileiro, o valor de R$ 221.900 compraria um Honda Civic Touring ou um Toyota Corolla GR-Sport zero-quilômetro. É um lembrete brutal de que, no topo da pirâmide automotiva, a manutenção é um luxo à parte.

Tabela de custos da revisão

ItemValor (US$)Valor (R$)
Mão de obra (80 h a US$ 463/h)37.040186.200
Filtro de ar2.19011.000
Filtro de óleo da transmissão2.19511.000
Óleo do motor6503.300
Bujão de dreno176890
Total44.100221.900

Com uma conta dessas, fica claro que o AMG One não é um carro para qualquer um – nem mesmo para quem pode comprá-lo. A manutenção é um lembrete constante de que a engenharia de F1 tem um preço, e ele é estratosférico.

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