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GAC e Huawei lançam Aistaland GT7: 10 mil pedidos em 5 horas e promessa de autonomia de 900 km

Por Redação

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Leitor Neural Ativado

A joint venture entre GAC e Huawei, Aistaland, estreia com o shooting brake elétrico GT7, que já acumula 10 mil reservas em horas. Com arquitetura de 800V, versão Ultra de 779 cv e 0 a 100 km/h em 2,98 s, o modelo mira o topo do segmento premium chinês.

Estreia relâmpago: 10 mil pedidos em 5 horas

A corrida por elétricos premium na China ganhou um novo protagonista. A Aistaland (Qijing), marca de veículos inteligentes de nova energia criada em parceria entre o GAC Group e a Huawei, abriu a pré-venda de seu primeiro modelo, o GT7, e registrou mais de 10 mil pedidos em apenas cinco horas. O número impressiona e coloca o shooting brake elétrico como um dos lançamentos mais aguardados do ano no mercado asiático.

As reservas às cegas começaram em março de 2026, e o interior foi revelado duas semanas antes da abertura formal da pré-venda, em 29 de maio. A chegada oficial ao mercado está prevista para junho de 2026.

Quatro versões e preços competitivos

A GT7 é oferecida em quatro configurações, com preços que vão de 219.900 yuans (cerca de R$ 164.000) a 309.900 yuans (aproximadamente R$ 231.100). A tabela abaixo resume as principais diferenças:

VersãoPotência0-100 km/hBateriaAutonomia (CLTC)Preço (yuan)
Entrada (RWD)344 cv5,9 s86,111 kWh~700 km219.900
Intermediária344 cv5,9 s102,768 kWh (Qilin)~900 km259.900
AWD~600 cv~3,5 s102,768 kWh (Qilin)~850 km279.900
Ultra (AWD)779 cv2,98 s102,768 kWh (Qilin)~800 km309.900

Tecnologia de ponta e design shooting brake

A base técnica da GT7 é a arquitetura de alta tensão de 800V, combinada com suspensão a ar de dupla câmara em circuito fechado e amortecimento continuamente ajustável. O conjunto garante conforto e desempenho dinâmico. Na versão Ultra, com três motores e tração integral, a potência combinada chega a 779 cv, suficiente para acelerar de 0 a 100 km/h em 2,98 segundos — números de superesportivo.

As baterias são fornecidas pela CATL, com opções de 86,111 kWh e a avançada Qilin de 102,768 kWh, esta última com recarga rápida 6C. A autonomia máxima declarada no ciclo CLTC é de 900 km, um dos maiores do segmento.

O design é um shooting brake de porte médio-grande: 5.050 mm de comprimento, 1.980 mm de largura, 1.470 mm de altura e entre-eixos de 3.000 mm. O porta-malas traseiro tem 647 litros, expansíveis para 1.606 litros com os bancos rebatidos, e há ainda um porta-malas dianteiro de 215 litros com característica impermeável.

Inteligência Huawei e preparação para direção autônoma L3

A GT7 é o primeiro modelo a estrear o sistema de direção inteligente Huawei Qiankun ADS 5.0, com hardware preparado para condução autônoma de nível L3. Na versão Ultra, o pacote de sensores inclui um LiDAR de imagem de dupla via com 896 linhas e um LiDAR D-TOF de estado sólido, totalizando 36 sensores.

Por dentro, o destaque é o sistema HarmonySpace 6, com central flutuante de 15,6 polegadas, painel de instrumentos de 8,88 polegadas e um AR-HUD de 88 polegadas. O áudio é assinado pela Huawei Sound 7.1.4, com 21 alto-falantes e assistente de voz com inteligência artificial.

Contexto de mercado e concorrência

A Aistaland GT7 chega para brigar com modelos como o Nio ET5 Touring, o Xpeng P7 e o BYD Seal, mas com a vantagem de trazer a tecnologia de direção autônoma da Huawei e a robustez do GAC. O sucesso inicial de pré-venda mostra que a fórmula de unir um design atraente, desempenho extremo e tecnologia de ponta tem apelo no mercado chinês, cada vez mais competitivo. Para o consumidor brasileiro, a GT7 representa o que há de mais avançado no segmento elétrico premium, embora ainda sem previsão de chegada ao país.

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