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JCB mira recorde mundial de velocidade com motor a hidrogênio: Hydromax atinge 335 km/h em testes - Brasil Acelera
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JCB mira recorde mundial de velocidade com motor a hidrogênio: Hydromax atinge 335 km/h em testes

Por Redação

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A engenharia britânica JCB está prestes a escrever um novo capítulo na história automotiva. Seu protótipo Hydromax, movido a hidrogênio por combustão interna, já superou 335 km/h em testes e se prepara para tentar o recorde mundial absoluto da categoria em Bonneville, em agosto de 2026. A investida promete reacender o debate sobre o potencial do hidrogênio como combustível limpo para veículos de alto desempenho.

A JCB, tradicional fabricante britânica de máquinas pesadas, está prestes a entrar para a história das corridas de velocidade com um motor nada convencional: um propulsor a hidrogênio por combustão interna. Seu protótipo Hydromax já atingiu 335 km/h (208 mph) durante a fase final de testes, superando a atual marca para veículos movidos a hidrogênio com motor de combustão.

A engenharia por trás do Hydromax

O projeto é uma evolução direta do Dieselmax, carro que a JCB utilizou para bater o recorde de velocidade a diesel em 2006, com 563 km/h. Desta vez, a empresa substituiu o motor diesel por um propulsor de hidrogênio de combustão interna, desenvolvido internamente. O Hydromax é um veículo alongado, com carenagem aerodinâmica otimizada para baixa resistência ao ar, e utiliza um chassi tubular de aço. O motor, um V8 biturbo de 7,2 litros, queima hidrogênio diretamente, sem célula de combustível, e é alimentado por tanques criogênicos que mantêm o gás a -253°C.

Recorde à vista: Bonneville em agosto

A tentativa oficial de recorde está marcada para agosto de 2026, nas Salinas de Bonneville, em Utah, nos Estados Unidos – o mesmo local onde o Dieselmax brilhou. A JCB pretende superar a marca atual de 333 km/h (207 mph) para carros a hidrogênio com combustão interna, estabelecida por um protótipo da Toyota em 2023. O objetivo é não apenas quebrar o recorde, mas também demonstrar a viabilidade do hidrogênio como combustível para motores de alto desempenho, com emissões praticamente nulas de CO₂.

Contexto de mercado e concorrência

O movimento da JCB ocorre em um momento em que o hidrogênio ganha tração como alternativa aos elétricos a bateria, especialmente em aplicações pesadas e de longa distância. Montadoras como Toyota, Hyundai e BMW investem em células de combustível e motores a hidrogênio, mas a JCB é a primeira a mirar um recorde de velocidade com um motor de combustão interna movido a H₂. O feito pode impulsionar o desenvolvimento de tecnologias de injeção direta e armazenamento criogênico, beneficiando futuros veículos comerciais e de passeio.

Impacto para o consumidor

Embora o Hydromax seja um protótipo de corrida, a tecnologia empregada pode chegar a picapes e caminhões da JCB, que já testa motores a hidrogênio em seus equipamentos de construção. Para o consumidor comum, o recorde sinaliza que o hidrogênio não é apenas uma promessa para carros elétricos com célula de combustível, mas também pode alimentar motores convencionais com emissão zero de carbono, mantendo a experiência de direção dos veículos a combustão.

Ficha técnica do Hydromax

EspecificaçãoDetalhe
MotorV8 biturbo 7.2L a hidrogênio
Potência estimada~1.500 cv
Velocidade máxima em testes335 km/h (208 mph)
Armazenamento de hidrogênioTanques criogênicos a -253°C
Peso aproximado1.200 kg
Local do recordeBonneville Salt Flats, Utah

A JCB não divulga a potência exata do motor, mas estima-se que ultrapasse 1.500 cv. O carro pesa cerca de 1.200 kg, o que lhe confere uma relação peso-potência digna de um hiperesportivo. A tentativa de recorde será acompanhada de perto por entusiastas e engenheiros, pois pode definir o futuro do hidrogênio no automobilismo e na indústria automotiva como um todo.

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