Em um mundo dominado por SUVs modernos e carros elétricos, um proprietário britânico prova que um veículo de 85 anos pode ser perfeitamente funcional para as tarefas cotidianas. Ian Watson, de 65 anos, é dono de um Willys Jeep fabricado em 1941, e o utiliza regularmente para ir ao supermercado com sua esposa Viv.
Um clássico que chama atenção
“Sempre conseguimos a primeira vaga no estacionamento do Asda!”, brinca Watson. O jipe, com seus suportes para metralhadora e detalhes militares, não passa despercebido. “Com os suportes para metralhadora – tenho duas armas calibre 30 em casa que encaixam neles – parece bastante sério”, afirma. Ele espera que a granada de mão falsa presa ao painel não assuste outros clientes.
Propriedade de longa data
Watson é o orgulhoso proprietário do Jeep há dez anos. Durante esse período, ele aprendeu a fazer a manutenção básica do veículo, que considera simples e confiável. “É fácil de trabalhar e de apreciar”, diz. O jipe, originalmente usado pelo exército dos EUA na Segunda Guerra Mundial, mantém a maioria de suas peças originais, incluindo o motor de quatro cilindros e a transmissão manual de três velocidades.
Funcionalidade e nostalgia
Apesar da idade, o Jeep cumpre bem seu papel no dia a dia. “É perfeito para dirigir até as lojas”, afirma Watson. A falta de confortos modernos, como ar-condicionado e direção hidráulica, não o incomoda. “Você sente cada solavanco da estrada, mas isso faz parte da experiência”. O veículo também é uma atração em encontros de carros antigos e eventos militares.
Para Watson, o valor do Jeep vai além da praticidade. “É uma peça da história que ainda pode ser usada. Muitos carros modernos são descartáveis, mas este vai durar mais 85 anos se cuidado direito”.

