O preço da revolução elétrica
A Mercedes-Benz finalmente revelou os preços europeus do aguardado AMG GT 4-Door 2027, agora movido exclusivamente por eletricidade. E, como era de se esperar, o bolso do comprador vai sentir o baque. O modelo de entrada, batizado de GT55, parte de €154.700 – o equivalente a US$ 180.500 na cotação atual. Já o topo de linha GT63 salta para €208.130, ou cerca de US$ 242.000. Para efeito de comparação, a geração anterior do GT 4-Door tinha preços nos Estados Unidos que começavam em US$ 103.250 (GT43) e iam até US$ 159.600 (GT63). Ou seja, o novo modelo é, no mínimo, US$ 60 mil mais caro que seu antecessor.
Comparativo de preços: 2027 vs. 2026
| Versão | Preço 2027 (estimado EUA) | Preço 2026 (EUA) | Diferença |
|---|---|---|---|
| AMG GT43 | — | US$ 103.250 | — |
| AMG GT55 (sucessor do GT53) | US$ 180.500 | US$ 114.350 | +US$ 66.150 |
| AMG GT63 | US$ 242.000 | US$ 159.600 | +US$ 82.400 |
Mais potência, mais polêmica
Se o preço assusta, a performance tenta justificar. O GT55 entrega impressionantes 805 cv – o mesmo que o antigo GT63 S E Performance – enquanto o GT63 ultrapassa a barreira dos 1.100 cv. Para compensar a perda do ronco do V8, a Mercedes-AMG equipou o GT63 com um simulador sonoro do motor a combustão. Mas, para os puristas, isso pode não ser suficiente. O mercado de elétricos de luxo enfrenta resistência justamente por esse distanciamento emocional, e o preço elevado só acirra a desconfiança.
O que esperar para os EUA?
Os valores divulgados são para o mercado europeu. Ainda não há confirmação oficial para os Estados Unidos, mas a conversão direta sugere que o GT55 chegará por volta de US$ 180 mil, e o GT63, na casa dos US$ 242 mil. É provável que o preço final americano seja ligeiramente inferior, mas ainda assim o salto será significativo. Enquanto isso, a concorrência – como o Porsche Taycan Turbo S e o Lucid Air Sapphire – também se posiciona em patamares elevados, mas nenhum deles ostenta o sobrenome AMG.
Veredito do Brasil Acelera
O novo AMG GT 4-Door entrega números de tirar o fôlego, mas o preço pode afastar justamente o público que busca a emoção dos motores a combustão. A eletrificação é o caminho sem volta, mas a conta ainda parece salgada demais para muitos. Resta saber se o mercado americano – e o brasileiro, quando chegar – estará disposto a pagar o preço da vanguarda.