BMW levou 11 anos para vender 1 milhão de carros elétricos e 2 anos para vender o 2º milhão
O Grupo BMW acaba de atingir a impressionante marca de 2 milhões de veículos elétricos produzidos, um feito que revela a aceleração exponencial da eletrificação na montadora alemã. Enquanto o primeiro milhão demandou longos 11 anos – desde o lançamento do pioneiro i3 em 2013 –, o segundo milhão foi conquistado em apenas dois anos, um ritmo cinco vezes mais rápido. O veículo que simboliza este marco é um BMW i5 M60 xDrive, dotado de 601 cv e 83,6 kgfm de torque, que saiu da linha de montagem da planta de Dingolfing, na Alemanha, com destino ao mercado espanhol.
Flexibilidade industrial e força europeia
O segredo por trás dessa aceleração reside na estratégia de flexibilidade industrial adotada pelo grupo. Diferentemente de concorrentes que construíram fábricas exclusivas para veículos elétricos, a BMW mantém linhas de montagem capazes de produzir modelos elétricos e a combustão simultaneamente em todas as suas unidades alemãs. Essa agilidade permitiu à empresa responder rapidamente ao crescimento da demanda europeia, onde as vendas de elétricos subiram 28% em 2025. Atualmente, um em cada cinco modelos comercializados pela marca na União Europeia é movido exclusivamente por baterias.
A planta de Dingolfing, onde o i5 M60 foi montado, é um exemplo dessa flexibilidade: ela produz desde o Série 3 a combustão até o iX elétrico, compartilhando a mesma estrutura fabril. Essa abordagem reduz custos e permite ajustar a produção conforme a demanda, sem a necessidade de grandes investimentos em novas fábricas. Além disso, a BMW conta com outras unidades na Alemanha, como Munique e Regensburg, que também operam com linhas mistas.
Contraste nos EUA e aposta na Neue Klasse
Apesar do recorde global, o cenário apresenta disparidades regionais. Enquanto a Europa avança, os Estados Unidos registraram queda de 16,7% nas vendas de elétricos da marca em 2025, com um recuo acentuado de 45,5% no quarto trimestre após o encerramento de incentivos fiscais federais. Esse movimento provocou uma migração temporária dos consumidores para modelos híbridos plug-in, que cresceram 30% no mercado americano no mesmo período.
Para sustentar o volume de produção e recuperar o fôlego em mercados em transição, a BMW aposta na família Neue Klasse. A nova arquitetura, que estreia com a nova geração do utilitário iX3, servirá de base para o futuro i3 (o correspondente elétrico da Série 3) e para um inédito utilitário esportivo derivado do X5. O objetivo da companhia é unificar a eficiência tecnológica e a rentabilidade da frota, garantindo que a escala produtiva continue a crescer de forma exponencial nos próximos anos. A Neue Klasse promete baterias de estado sólido e autonomia de até 1.000 km, o que deve impulsionar ainda mais as vendas.
Com 2 milhões de elétricos produzidos, a BMW se consolida como uma das líderes na transição energética, mostrando que a flexibilidade industrial e a inovação tecnológica são as chaves para o crescimento acelerado no mercado de veículos elétricos.