BYD Song Plus assume liderança inédita
O mercado de blindagem no Brasil tem um novo líder. Dados obtidos pela reportagem do Brasil Acelera junto à Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin) mostram que o BYD Song Plus foi o modelo que mais recebeu autorizações de blindagem no primeiro trimestre de 2026. Com 8.550 autorizações emitidas entre janeiro e março, o segmento registrou crescimento de 6,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 8.029 autorizações.
O SUV chinês superou concorrentes tradicionais como Toyota Corolla Cross e Jeep Commander, que ocupam a segunda e terceira posições, respectivamente. A lista completa revela o domínio dos utilitários esportivos: dos dez modelos mais blindados, nove são SUVs. A única exceção é o sedã Toyota Corolla, que aparece na décima colocação.
GWM Haval H6 também marca presença
Outro destaque chinês no ranking é o GWM Haval H6, que conquistou a sexta posição. O modelo reforça o avanço das marcas chinesas em um segmento historicamente dominado por fabricantes japonesas, alemãs e norte-americanas. A presença de dois SUVs chineses no top 10 indica uma mudança significativa no perfil de consumo, impulsionada pela oferta de tecnologia embarcada e preços competitivos.
Top 10 carros mais blindados do 1º trimestre de 2026
| Posição | Modelo |
|---|---|
| 1º | BYD Song Plus |
| 2º | Toyota Corolla Cross |
| 3º | Jeep Commander |
| 4º | Jeep Compass |
| 5º | Volvo XC60 |
| 6º | GWM Haval H6 |
| 7º | BMW X1 |
| 8º | Volkswagen Taos |
| 9º | Volkswagen T-Cross |
| 10º | Toyota Corolla |
Mudança no perfil do consumidor
De acordo com Claudir Bertoldo, diretor-geral da Avallon Blindagens, a blindagem deixou de ser um produto restrito a empresários e executivos. “Hoje, famílias, profissionais liberais e mulheres que dirigem sozinhas buscam a blindagem como item de segurança”, afirma. O executivo destaca que a participação feminina no mercado saltou de cerca de 20% há dez anos para aproximadamente 50% atualmente.
O crescimento da oferta de modelos compatíveis com blindagem, especialmente os chineses, também contribuiu para a expansão do setor. Apesar do avanço nacional, o mercado permanece concentrado: São Paulo responde por 82% das blindagens, seguido pelo Rio de Janeiro, com 8%. Pessoas físicas e empresas representam 85% da demanda, enquanto locadoras, órgãos de segurança pública e aplicativos dividem os 15% restantes.






