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Chery já mira os EUA e manda recado direto: “não é se, é quando”, mas Washington quer travar tudo no grito - Brasil Acelera
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Chery já mira os EUA e manda recado direto: “não é se, é quando”, mas Washington quer travar tudo no grito

Por Redação

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A Chery reafirma sua intenção de entrar no mercado americano, mas enfrenta forte oposição política em Washington. Enquanto isso, a montadora chinesa avança no Canadá e amplia sua presença global.

A ambição chinesa nos Estados Unidos

Ser a segunda maior vitrine automotiva do planeta em volume faz dos Estados Unidos um ímã óbvio para marcas chinesas, mesmo com o clima político cada vez mais hostil. Nos bastidores, executivos chineses contam com um cenário em que tarifas caiam e restrições afrouxem, mas ninguém arrisca prever se isso vai acontecer ou em qual prazo.

Entre os nomes mais citados nessa corrida está a Chery, que reúne um portfólio amplo e quer colocar praticamente todas as suas bandeiras no horizonte americano. A lista inclui Exeed, iCar, Luxeed, Jetour, Omoda, Jaecoo e a própria marca Chery, todas tratadas como peças de um tabuleiro maior.

O recado do presidente da Chery International

Falando com repórteres na sede da companhia em Wuhu, na China, o presidente da Chery International, Zhang Guibing, deixou a intenção sem rodeios. Ele afirmou que a questão não é “se”, mas “quando”, dizendo que a empresa “definitivamente” espera entrar no mercado americano no futuro. Guibing insistiu que todo mundo reconhece o tamanho do mercado dos EUA e que “todos definitivamente têm a ideia” de vender carros por lá.

A Chery, que cresceu rápido no mercado doméstico, agora prioriza expansão internacional e vem concentrando energia em Europa, Oriente Médio, Sudeste Asiático e América Latina. Como parte desse avanço, a montadora também está montando a operação para começar a vender no Canadá ainda neste ano. O plano canadense deve começar por British Columbia, Ontario e Quebec, num movimento visto como aquecimento para mercados mais complexos.

Os desafios políticos e tarifários

Mesmo com o discurso confiante, Guibing reconheceu que um lançamento nos EUA dependerá das políticas tanto americanas quanto chinesas, além do grau de prontidão da própria empresa. Ele citou esse conjunto de condicionantes como o filtro decisivo para transformar desejo em cronograma.

Do lado americano, o presidente Donald Trump disse no início do ano que poderia aceitar marcas chinesas, mas apenas se elas fabricarem no país e com mão de obra local. Ainda assim, a resistência no Congresso é forte, com parlamentares republicanos e democratas se opondo à ideia mesmo quando a produção seria feita em solo americano. No mês passado, dezenas de democratas na Câmara enviaram uma carta a Trump pedindo que ele tome “qualquer e toda ação decisiva necessária” para impedir vendas locais de marcas chinesas. O argumento central é que essas empresas ameaçariam as marcas domésticas e poderiam corroer partes relevantes do setor manufatureiro dos Estados Unidos.

O que esperar da Chery no mercado global

A Chery já demonstrou capacidade de crescimento e adaptação, mas a entrada nos EUA depende de um alinhamento político que ainda parece distante. Enquanto isso, a montadora segue expandindo sua presença em outros mercados, consolidando-se como uma das principais fabricantes chinesas no cenário internacional.

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