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Ferrari Luce: o carro elétrico de R$ 3,3 milhões que pode ser a chave para a fila dos modelos raros - Brasil Acelera
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Ferrari Luce: o carro elétrico de R$ 3,3 milhões que pode ser a chave para a fila dos modelos raros

Por Redação

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Leitor Neural Ativado

A Ferrari nega que estimule compras por posição, mas colecionadores apontam que adquirir o SUV elétrico Luce, de € 550 mil, pode fortalecer o relacionamento com a marca e abrir portas para futuros modelos especiais. A reportagem do Brasil Acelera ouviu compradores e analistas sobre essa estratégia de luxo.

A disputa por uma vaga na garagem certa pode valer mais do que o próprio carro quando a Ferrari decide quem entra na fila dos modelos raros. A primeira EV da marca, chamada Luce, surge nesse ambiente não apenas como novidade tecnológica, mas como possível senha social para clientes ambiciosos.

Segundo apuração do Brasil Acelera, colecionadores e investidores ligados à rede de clientes da Ferrari dizem ter ouvido que comprar a Luce de € 550.000 (cerca de R$ 3,3 milhões) poderia fortalecer a relação com a fabricante. A reportagem ouviu mais de meia dúzia de compradores, da Itália à China, após contatos feitos pela Ferrari desde a estreia do modelo.

O degrau para o paraíso das Ferraris

O ponto sensível é que a Luce não aparece como objeto máximo de desejo, mas como degrau para Ferraris futuras, mais limitadas e disputadas. Essa lógica não nasce agora, porque a Ferrari há décadas produz menos carros do que poderia vender e transforma escassez em parte central do negócio.

Clientes recorrentes historicamente recebem prioridade em modelos especiais, incluindo carros de halo como a LaFerrari Aperta, reservados aos nomes mais valorizados da carteira. Jay Leno, conhecido colecionador, já disse não ter Ferrari justamente por considerar todo esse ritual trabalhoso demais para valer a pena.

Comparações com o luxo tradicional

Max Girardo, consultor de carros de coleção, compara o processo a conseguir mesa em um restaurante impossível, onde frequentadores assíduos acabam tratados de forma preferencial. Rolex e Hermes seguem lógica parecida no luxo, premiando compradores fiéis com acesso posterior a produtos cobiçados, como o Daytona de aço ou a Birkin.

A diferença, neste caso, é que a Luce parece ocupar o papel do relógio menos desejado comprado antes da ligação pelo Daytona. A própria Ferrari afirmou ao Brasil Acelera que prioriza clientes com relacionamento duradouro ao distribuir veículos muito procurados, mas negou estimular compras apenas para melhorar posições. A empresa sustenta que seus clientes devem escolher carros por gosto pessoal e preferência, não por uma possível vantagem em futuras alocações.

O recado nas entrelinhas

Ainda assim, parte dos colecionadores entrevistados diz que o recado chega com clareza suficiente para orientar decisões dentro desse círculo fechado. Um comprador afirmou que a Ferrari ressaltou a importância de aceitar a Luce caso ele quisesse seguir entre os clientes de primeira linha. Outros avaliam que clientes mais novos podem enxergar a EV como uma rota possível para futuras Ferraris únicas ou de produção limitada.

Paul Welch, fundador da plataforma de ativos de luxo MillionPlus, disse que a maioria parece odiar o carro e classificá-lo como feio. Para ele, o desenho não é o atrativo, já que alguns pensam em comprar a Luce apenas para subir na lista de espera. A reação ao visual também alimentou comparações irônicas, incluindo provocações de outras montadoras diante do estilo pouco Ferrari.

O risco da aposta silenciosa

O risco é que todos estejam apostando em uma promessa silenciosa, sem garantia de que a compra realmente abra portas para modelos mais raros. Caso a recompensa não venha, a Luce pode acabar lembrada menos como marco elétrico e mais como um teste caro de lealdade.

ModeloPreço (€)Preço (R$)Segmento
Ferrari Luce550.0003.300.000SUV Elétrico
LaFerrari Aperta2.000.000+12.000.000+Hiperesportivo

Garagem Digital

Paddock Club // 0 Transmissões

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