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Gasolina 27% mais cara, mas número recorde de americanos pegará a estrada no 4 de Julho - Brasil Acelera
Mobilidade

Gasolina 27% mais cara, mas número recorde de americanos pegará a estrada no 4 de Julho

Por Redação

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Apesar do aumento de 27% no preço da gasolina, a AAA projeta que 72,2 milhões de americanos viajarão no feriado da Independência, com 61,4 milhões optando por carro. O preço médio nacional é de US$ 4,03 por galão, mas a demanda segue forte.

Recorde de viagens apesar do bolso apertado

Enquanto o Brasil se prepara para mais um feriado, os Estados Unidos vivem uma contradição sobre rodas. Dados obtidos pela reportagem do Brasil Acelera junto à AAA mostram que, mesmo com a gasolina 27% mais cara do que no ano passado, um número recorde de americanos vai pegar a estrada para celebrar o 4 de Julho – data que marca os 250 anos da independência do país.

Segundo as estimativas, 72,2 milhões de pessoas vão se deslocar por pelo menos 80 km entre 27 de junho e 5 de julho. O número supera o recorde anterior, de 71,8 milhões de viajantes em 2025. Desses, 61,4 milhões irão de carro – um leve aumento em relação ao ano passado.

Gasolina a US$ 4,03: o preço da liberdade

O preço médio nacional do galão de gasolina comum está em US$ 4,025 – 86 centavos a mais do que há um ano. O diesel, por sua vez, custa US$ 5,162, e o etanol (E85) sai por US$ 3,107. Apesar do aperto, o americano não abre mão de viajar. O dia mais crítico nas estradas será 2 de julho, mas cidades como Boston, Filadélfia e Los Angeles já devem enfrentar congestionamentos a partir de 27 de junho.

Para quem quer fugir do trânsito, a recomendação é sair de madrugada ou viajar na segunda ou terça-feira. A alta nos preços dos combustíveis reflete a escalada do petróleo e estoques em níveis perigosamente baixos, mas a demanda por viagens segue firme.

Avião mais caro, estrada mais cheia

Enquanto 5,85 milhões de pessoas vão optar por voos domésticos – com passagens 5% mais caras, na média de US$ 830 por bilhete –, o custo elevado das passagens aéreas ajuda a explicar por que tanta gente prefere dirigir. Para uma família de quatro, viajar de avião pode sair por mais de US$ 3.300, valor que pesa no orçamento.

Já os meios alternativos – ônibus, trens e cruzeiros – devem crescer 5,3%, com 4,93 milhões de passageiros. A AAA atribui o aumento ao chamado “boom pós-pandemia dos cruzeiros”.

Destinos: de Seattle a Anchorage

Os destinos mais procurados surpreendem. Seattle lidera a lista, seguida por Orlando (lar da Disney World) e Anchorage, no Alasca – este último impulsionado pelos cruzeiros. Outros pontos populares incluem Miami, Nova York, Chicago, Fort Lauderdale e Fairbanks. Entre os destinos internacionais, Vancouver (Canadá) é o preferido, seguido por Roma, Dublin, Paris e Londres.

O levantamento da AAA reforça uma tendência: mesmo com a gasolina nas alturas, o americano não abre mão de celebrar a independência sobre quatro rodas. E, para quem puder, a dica é encher o tanque antes do feriado.

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