A morte das versões wagon do Porsche Taycan foi, como se diz, muito exagerada. Embora a montadora alemã tenha confirmado que vai encerrar as vendas do Taycan Sport Turismo e do Cross Turismo nos Estados Unidos, ambos os modelos continuarão sendo produzidos normalmente para outros mercados. Em comunicado obtido com exclusividade pelo Brasil Acelera, um porta-voz da Porsche afirmou que a fábrica de Stuttgart-Zuffenhausen seguirá fabricando as variantes mais práticas do primeiro carro elétrico da marca.
Por que apenas os EUA perdem as peruas?
A decisão de retirar os modelos do mercado americano se deve ao baixo volume de vendas. Nos Estados Unidos, as peruas sempre tiveram apelo restrito, e a Porsche optou por focar no sedã Taycan e nos SUVs, que respondem pela maior parte das vendas no país. Já em mercados como Europa, Ásia e Oriente Médio, a procura pelas versões wagon justifica a manutenção da produção.
Vale lembrar que o Taycan é um dos modelos mais antigos da Porsche atualmente, tendo sido lançado no final de 2019. Apenas o Macan de primeira geração está há mais tempo em linha, mas o SUV compacto sai de produção neste verão europeu. Sobre uma eventual segunda geração do Taycan, a Porsche ainda não se pronunciou oficialmente, mas o novo CEO da empresa não descartou a possibilidade de fundir as linhas Taycan e Panamera para reduzir custos.
Taycan agora pode superar 700 km de autonomia na Europa
Em uma notícia relacionada, a Porsche anunciou que o Taycan sedã finalmente consegue superar a marca de 700 km de autonomia no ciclo WLTP europeu. Para isso, é necessário optar pela versão de tração traseira com a bateria de maior capacidade e pneus de verão de baixa resistência ao rolamento. Nessa configuração, o alcance chega a 435 milhas (cerca de 700 km). Já o Taycan Sport Turismo, com a mesma preparação, atinge 671 km (417 milhas).
É importante ressaltar que o ciclo WLTP é conhecido por ser otimista em comparação com o padrão EPA americano, e a autonomia real depende de fatores como estilo de condução, temperatura e relevo.
O futuro elétrico da Porsche: incertezas e motores a combustão
A Porsche vive um momento de reavaliação de sua estratégia elétrica. Depois de uma aposta inicial forte em eletrificação, que não rendeu os frutos esperados, a empresa voltou a abraçar os motores a combustão. Modelos a gasolina e híbridos devem continuar sendo vendidos até meados da década de 2030. O CEO Michael Leiters, que assumiu recentemente, indicou que a Porsche foi “rápida demais” na transição para a mobilidade elétrica.
Quanto a uma possível nova perua elétrica, as chances são baixas. O Panamera atual é vendido exclusivamente como liftback de cinco portas, e a Porsche atribui o fim do Taycan Turismo nos EUA justamente às vendas fracas. Para os fãs das wagons, a boa notícia é que, fora dos Estados Unidos, o Taycan Sport Turismo e o Cross Turismo continuam vivos – pelo menos por enquanto.
Tabela comparativa: versões do Taycan wagon
| Modelo | Autonomia WLTP | Mercados |
|---|---|---|
| Taycan Sport Turismo (RWD, bateria grande) | 671 km | Fora dos EUA |
| Taycan Cross Turismo (todas as versões) | Até 600 km (estimado) | Fora dos EUA |
| Taycan sedã (RWD, bateria grande) | 700 km | Europa |
Com informações apuradas diretamente pela reportagem do Brasil Acelera.






